06 dezembro 2015

Divertida Mente (Inside Out)

O que falar dessa animação? Eu assisti sem grandes expectativas, achando que era apenas um desenho, mas me enganei.



Tudo começa com o nascimento de uma menina. De repente ela abre os olhos e... algo acontece em seu cérebro. As emoções ganham vida dentro da mente da menina, como se fossem pessoas controlando todas as suas decisões, dando conselhos nas situações do dia a dia. Alegria, Tristeza, Medo, Nojinho e Raiva são as emoções ativadas nessa animação, e que nos levam para um mundo completamente novo, onde encontramos aquele amigo imaginário que foi abandonado na infância, aquela lembrança antiga das brincadeiras em família, aquela amizade inseparável da escola antiga. Um lugar onde Riley (nome da personagem principal) guarda todo tipo de coisa, onde são produzidos os sonhos e também os pesadelos, onde se esconde os mais diversos tipos de medo, onde a alegria faz de tudo para que a vida seja perfeita.  Mas, assim como na vida real, nem tudo acontece da forma esperada. Nem tudo é só alegria e felicidade.

Riley vê sua vida ser virada de cabeça pra baixo quando sua família decide se mudar. Uma nova casa, nova escola e novos amigos fazem parte da sua nova vida e suas emoções acabam se agitando dentro de sua mente. A Alegria tenta fazer de tudo para colocar ordem no centro de controle, mas essa é uma missão difícil quando se tem a Tristeza o tempo todo ao seu lado.

Um filme divertido, encantador, que é capaz de nos fazer pensar sobre as várias etapas da nossa vida, sobre nossas emoções e nossas lembranças. E tudo isso de um jeito tão simples, que é impossível não se apaixonar por essa animação. Quem nunca parou pra pensar o que acontece na mente humana? O que acontece quando deixamos a tristeza, a raiva ou o medo dominar? 

Passamos por tantas coisas o tempo todo. Tantas transformações, tantas mudanças (tanto físicas quanto psicológicas) que acaba se tornando impossível ter o controle de tudo. E vira e mexe a vida também muda, as coisas, assim como as pessoas, acabam trocando de lugar: os amigos, a escola...Afinal estamos sempre amadurecendo com o passar dos anos. “O que poderia acontecer?”


30 novembro 2015

O Teorema Katherine (Parte 2)



Esse sem dúvida foi o meu livro favorito do John Green, mesmo que muitas pessoas tenham odiado.  Eu consegui vê muita coisa nele.  Não tinha nada a ver com essas histórias de amor que a gente lê ou assiste por aí. Trata-se de um amor real, que assim como surgiu, um dia teve que desaparecer. Trata-se da dificuldade de superar esse amor, de criar algo lógico pra justificar esse fim. Não vou contar o final, e muito menos vou me estender nessa discussão, pois já escrevi sobre o livro aqui. Mas posso dizer que a vida pode ser incrível quando a gente decide parar de pensar no problema e viver. Quando a gente passa a enxergar que nossas ações contribuem para cada relação que temos, que nem tudo será apenas culpa do outro (Sempre há 50% de chance pra cada, seja por excesso ou falta de ação.). Há muitas pessoas no mundo, só precisamos olhar melhor a nossa volta e permitir que as coisas aconteçam. Querer ser especial para ser importante não deve ser um objetivo de vida, pois você sempre será especial para as pessoas que gostam de você, não precisa inventar uma grande fórmula para isso.




                              “(...) o que é importante pra você define o seu nível de importância...”


09 novembro 2015

O Teorema Katherine

Sabe, estou lendo Teorema de Katherine do John e ouvi alguns comentários negativos sobre o livro e mesmo assim tive a curiosidade de pegar pra ler e mais uma vez eu pude perceber que gosto é uma coisa muito pessoal. Estou na pág.130 e minha mente está voando com tantos pensamentos. Me sinto o próprio Colin em seus devaneios...

Eu não sei o final, ainda estou chegando à metade do livro, não faço idéia do tipo de coisa que vai acontecer (ou que não vai), mas já estou amando o livro, por tudo que ele me fez pensar até aqui. Por ter me tirado da minha zona de conforto. Eu estou aqui pensando como os relacionamentos podem ser tão complicados, e ao mesmo tempo tão previsíveis. Começam naquele nervosismo, as primeiras falas de conquista, o beijo, o pedido de namoro, a rotina do casal. E depois que não há mais aquele deslumbramento inicial, vem o cansaço da relação, e um dos dois decidi terminar, decidi ir embora.

O que acontece depois do término ninguém conta, são sempre cenas que são puladas e logo a pessoa reaparece bem e com outro relacionamento. Nos filmes isso é ilustrado com uma boa trilha sonora e o empenho de amigos pra te colocar pra cima, fazendo muitas coisas legais pra te fazer esquecer a pessoa. Mas e na vida real como é de verdade? O sofrimento passa mesmo com uma boa trilha sonora? Existem esses amigos que te colocam num carro pra viajar ou fazer compras por aí? E tudo isso te faz esquecer o término? Se a resposta for sim é porque não amou essa pessoa de verdade.

Eu acho que só o tempo faz a gente se curar de um término. E o tempo é relativo pra cada pessoa.

E nesse livro, o que está me deixando deslumbrada é que fala justamente desse tempo. Colin tá sofrendo. Katherine terminou com ele, isso é um fato. E não ligou mais. Tudo bem que ele tem esse melhor amigo que saiu com ele numa viagem (O que nem sempre dá pra fazer no mundo real.), mas a mente dele ainda está conectada com o passado, com o namoro, com o momento final do término. Ele não consegue esquecer a menina de jeito nenhum. Não importa o que as pessoas digam, ele não consegue evitar. Porque não é no tempo delas que ele vai superar, e sim no dele.

A viagem dele parece bem tranquila, as conversas monótonas, ele cruza com personagens um tanto simples demais, que não tem nada a mais que a rotina de um dia a dia comum pra apresentar. E é exatamente isso que eu acho surpreendente no livro. Não se trata de encontrar algo grandioso (Por mais que ele esteja procurando a fórmula/teorema que vai mudar sua vida.) e sim de entender as pequenas coisas que acontecem à nossa volta. Aquelas pessoas simples que cruzaram com ele na viagem tem muito mais a oferecer do que se ele tivesse encontrado alguém famoso. Porque é com essa realidade que a gente lida na vida. A probabilidade de encontrarmos uma pessoa aparentemente desinteressante é muito maior. A diferença está em como a gente resolve aproveitar esse fato. Se a gente se aproximar mais, olhar de outra forma, parar pra conhecer tais pessoas... vamos aprender tanto.


Minha mente ainda está trabalhando no teorema... (Preciso terminar a leitura.)

20 outubro 2015

Gilmore Girls está de volta!

Hoje eu tive a melhor notícia do mundo! Fiquei sabendo que minha série preferida vai voltar. Eu estou falando de Gilmore Girls! Parece que o netflix resolveu fazer mais uma temporada da série, que infelizmente só terá 4 episódios, mas para os fãs da série que estavam tristes com o seu fim, isso já é muita coisa. 

Link da notícia no G1



Para quem não conhece, a série fala sobre a relação de mãe e filha, das garotas Gilmore (como o nome já diz), que vivem numa pequena cidade fictícia chamada Stars Hollow. Um lugar onde tudo acontece, onde existem os vizinhos mais loucos, as reuniões mais bizarras e tudo é motivo pra festa. Ao caminhar pela cidade você vai perceber que existe um trovador, que sempre estará tocando a trilha sonora perfeita para os dramas das Gilmore, se virar a esquina vai encontrar a lanchonete do Luke, onde vai poder ouvir as histórias mais inusitadas dos personagens, inclusive vai poder assistir de lá muitas cenas fora do comum que acontecem pelas ruas. Se continuar caminhando pela cidade vai encontrar o Kirk em alguns lugares, em diversos trabalhos diferentes, é que ele é meio “faz tudo” e gosta de chamar a atenção (Também suspeito que ele não bate muito bem da cabeça, rs.). Tem também a loja de antiguidades da Sra. Kim, só cuidado para não quebrar nada! São tantos personagens interessantes que é impossível não se apegar a cada um deles. 

Fora da cidade moram os pais de Lorelai (a mãe) que são um pouco diferente, mas não deixam de ter sua importância pra trama. Apesar de pertencerem a parte rica e terem um pouco mais de classe que o restante dos personagens, eles também têm sua parcela de loucura, fazendo os jantares mais emocionantes da série.

Voltando a Stars Hollow você também vai encontrar Lane, a melhor amiga de Lorelai, a filha (Sim, elas tem o mesmo nome. Durante um momento filosófico após o parto Lorelai decide dá o mesmo nome a sua filha.), também conhecida como Rory. Lane que também é filha da Sra. Kim é o oposto de sua mãe que é religiosa, e vive ouvindo rock escondido, até montou uma banda com vários garotos, onde toca bateria.

Tem a Sookie, uma cozinheira de mão cheia, que é melhor amiga da Lorelai (agora eu falo da mãe, rs). E o Luke, o dono da lanchonete, que vai servir o café das garotas e vai tirar elas dos maiores sufocos.



Mas o melhor de tudo é a relação de mãe e filha completamente diferente que elas têm. Elas são melhores amigas de verdade. Falam sobre tudo, conversam o tempo todo, assistem filmes juntas e fazem as viagens mais loucas. Piada é o que não falta quando as Gilmore se encontram. Se você nunca assistiu a série, não sabe o que está perdendo. Melhor correr! Antes que chegue a nova temporada. 


Música de abertura aqui!

19 outubro 2015

Bloodline


“Nós não somos más pessoas, mas nós fizemos uma coisa ruim.”

Essa série retrata os dramas familiares, que no primeiro momento parecem não existir, de tão perfeita que a família aparenta ser. A típica família americana: rica, bem sucedida e que soube criar muito bem os filhos, para que continuassem com o legado da família. Mas, como em toda família normal, nem tudo é o que parece. As coisas não eram tão simples assim, cada filho escondia um segredo (assim como os pais), porém diante das pessoas faziam de tudo pra passar a imagem de “filho modelo”. A mãe sempre querendo defender todos os filhos como se ainda fossem crianças, deixando todas as decisões para o marido (assim ficava mais fácil se esquivar da culpa). E como toda família que se preza, sempre tem aquele filho que é considerado a ovelha negra, e nesse caso tem o Danny. Ele é aquele filho rebelde que sempre faz o que quer, que age diferente de todos e que leva a culpa por tudo. Porém Danny tinha feito algo no passado que abalou completamente a família, algo que nenhum deles havia superado. 

Eu não sei dizer se ele teve culpa, acho que depende do ponto de vista de cada um. Talvez tenha sido uma fatalidade da vida, ou talvez tenha sido uma irresponsabilidade mesmo. O fato é que aconteceu e não tem como mudar o passado. Não é uma coisa que está ao nosso alcance. Nessas horas eu penso naquela famosa frase de Sartre:

“Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você.”


Podia ter sido diferente, eu sei que podia. Mas cada um sabe qual a melhor forma de viver a sua vida.


                           


A série tem uma mistura de drama com suspense, o que prende completamente o espectador. Em cada episódio um fato do passado aparece e aos poucos a trama vai sendo revelada. Com cenas finais cheias de suspense, capaz de fazer com que qualquer pessoa queira assistir a série toda de uma vez só.

26 setembro 2015

Mesmo Se Nada Der Certo


Begin Again é o nome original do filme e pra quem já assistiu vai perceber que tem tudo a vê. Como todo filme que fala sobre o amor esse não poderia ser diferente. No começo é tudo lindo, um casal apaixonado que tem uma relação sólida e feliz. Até que... a vida acontece.

Gretta tinha um ótimo relacionamento e ainda dividia com o namorado a paixão pela música. Ambos escreviam canções, cantavam, além de dividirem as experiências profissionais. Mas como nem sempre a vida é do jeito que esperamos, seu namorado Dave acaba tendo uma oportunidade no mundo da música que faz com que a relação deles seja colocada à prova.

Dave começa a fazer shows, viajando pelo mundo e conhecendo outras pessoas. Enquanto Gretta continua levando a mesma vida de sempre. Nesse momento o casal percebe o quanto as coisas mudaram, que não dava pra levar a mesma vida de antes. Na minha opinião foi uma das melhores cenas (mas não vou contar o que acontece).

Gretta vai parar num bar, sem rumo, perdida, até que encontra Dan, um produtor musical falido e divorciado. Os dois personagens se esbarram e... a vida começa de novo. Não se trata de um filme de romance (apesar de ter romance na história), mas de um filme sobre os altos e baixos da vida, sobre quem a gente quer ser, se vale a pena lutar pelo que queremos e principalmente sobre escolhas.

Um drama diferente que é capaz de envolver qualquer pessoa que consiga compreender através dos pequenos detalhes como a vida pode ser mágica se soubermos dar valor as coisas simples. 

Confesso que fiquei dias pensando sobre o final, nada convencional. Gretta e Dave se reencontram e resolvem conversar sobre o passado, o presente e o futuro. E durante esse diálogo não tem como não pensar sobre nossas próprias relações, o que fazemos com elas, que rumo tomamos e os porquês (Outra cena que entra na lista das melhores.). Mas o que surpreende mesmo é a cena final... eu ainda estou sem palavras. Como eu disse trata-se de escolhas.



Ah... e a trilha sonora é simplesmente perfeita! [Ter o Adam Levine no filme fez toda a diferença, rs.]

15 setembro 2015

Book Haul / Compras na Bienal

Eu sei que a ideia de Book Haul é mostrar os livros que ganhamos, porém eu to começando o blog agora e não tenho parceria com nenhuma editora no momento. E como esse mês teve a Bienal aqui no RJ eu acabei fazendo umas comprinhas. Tem também o fato de ser nova nesse universo de blogs de livros, nos termos usados e tudo mais. Por esse motivo vou fazer esse Book Haul diferente e postar as fotos dos livros que comprei, quem sabe no próximo sejam livros enviados por alguma editora?!

Eu sempre gostei muito de ler, mas eu não conhecia tantos estilos de livros assim. Eu acabava lendo os livros mais populares (Tipo a Culpa é das Estrelas, Querido John), e não fazia idéia do que existia nesse mundo de blogueiros literários. Então tentei diversificar um pouco minhas compras.


Como sou fã de carteirinha da Paula Pimenta não podia deixar de comprar algum livro dela nessa Bienal e por isso comprei 2: Apaixonada por histórias e Fazendo meu filme em quadrinhos 2 - Azar no Jogo, sorte no amor? (Que era lançamento.); Perdida da Carina Rissi (Eu ouvi falar muito bem dessa escritora.); Invisível do David Levithan e Andrea Cremer (Peguei esse livro sem querer e quando comecei a virar as páginas pra saber do que se tratava, me apaixonei. Espero não me decepcionar.); Menina de vinte da Sophie Kinsella (Depois de ter lido À procura de Audrey eu comecei a admirar essa escritora e resolvi ler todos os livros dela.); e Dom Casmurro do Machado de Assis (Eu não sou muito fã da literatura brasileira de antigamente, mas essa história sempre chamou minha atenção. E pela primeira vez achei uma versão fácil de ler. E com uma capa lilás!rs).



14 setembro 2015

Wishlist de Setembro

       Às vezes me pego pensando em comprar muitos e muitos livros. Geralmente essa quantidade é muito maior do que quantidade de livros que eu consigo ler. E como minha mente está sempre acelerada, fazendo mil planos, imaginando mil possibilidades de ser e estar no mundo, eu resolvi dar uma organizada nela. Por que não selecionar os livros que eu mais gostaria de ter e colocá-los numa lista de desejados do mês?


        E nesse mês de setembro minha Wishlist ficou assim:


                                    



            

                                                                                                                                                                                                                                                             


Feios - Tally está prestes a completar 16 anos, e ela mal pode esperar. Não por sua carteira de motorista – mas para se tornar bonita. No mundo de Tally, seu aniversário de 16 anos traz uma operação que torna você de uma horripilante pessoa feia para uma maravilhosa pessoa linda e te leva para um paraíso de alta tecnologia onde seu único trabalho é se divertir muito. Em apenas algumas semanas Tally estará lá.

Mas a nova amiga de Tally, Shay, não tem certeza se ela quer ser bonita. Ela prefere arriscar sua vida do lado de fora. Quando ela foge, Tally aprende sobre um lado totalmente novo do mundo dos bonitos – que não é tão bonito assim. As autoridades oferecem a Tally sua pior escolha: encontrar sua amiga e a entregar, ou nunca se transformar em uma pessoa bonita. A escolha de Tally faz sua vida mudar pra sempre.


 ***

Nós - Certa noite, Douglas Petersen, um bioquímico de 54 anos apaixonado pela profissão, por organização e limpeza, é acordado por Connie, sua esposa há 25 anos, e ela lhe diz que quer o divórcio. O momento não poderia ser pior. Com o objetivo de estimular os talentos artísticos do filho, Albie, que acabou de entrar para a faculdade de fotografia, Connie planejou uma viagem de um mês pela Europa, uma chance de conhecerem em família as grandes obras de arte do continente. Ela imagina se não seria o caso de desistirem da viagem. Douglas, porém, está secretamente convencido de que as férias vão reacender o romance no casamento e, quem sabe, também fortalecer os laços entre ele e o filho.

Com uma narrativa que intercala a odisseia da família pela Europa — das ruas de Amsterdã aos famosos museus de Paris, dos cafés de Veneza às praias da Barcelona — com flashbacks que revelam como Douglas e Connie se conheceram, se apaixonaram, superaram as dificuldades e, enfim, iniciaram a queda rumo ao fim do casamento, Nós é, acima de tudo, uma irresistível reflexão sobre a meia-idade, a criação dos filhos e sobre como sanar os danos que o tempo provoca nos relacionamentos. Sensível e divertido, com a sagacidade e a inteligência dos outros livros do autor, o romance analisa a intrincada relação entre razão e emoção.


***

O lado feio do amor - Quando Tate Collins se muda para o apartamento de seu irmão, Corbin, a fim de se dedicar ao mestrado em enfermagem, não imaginava conhecer o lado feio do amor. Um relacionamento onde companheirismo e cumplicidade não são prioridades. E o sexo parece ser o único objetivo. Mas Miles Archer, piloto de avião, vizinho e melhor amigo de Corbin, sabe ser persuasivo... apesar da armadura emocional que usa para esconder um passado de dor.O que Miles e Tate sentem não é amor à primeira vista, mas uma atração incontrolável. Em pouco tempo não conseguem mais resistir e se entregam ao desejo. O rapaz impõe duas regras: sem perguntas sobre o passado e sem esperanças para o futuro. Será um relacionamento casual. Eles têm a sintonia perfeita. Tate prometeu não se apaixonar. Mas vai descobrir que nenhuma regra é capaz de controlar o amor e o desejo.

***

MétricaO romance de estreia de Colleen Hoover, autora que viria a figurar na lista de best sellers do New York Times, apresenta uma família devastada por uma morte repentina.
Após a perda inesperada do pai, Layken, de 18 anos, é obrigada a ser o suporte tanto da mãe quanto do irmão mais novo. Por fora, ela parece resiliente e tenaz; por dentro, entretanto, está perdendo as esperanças. Um rapaz transforma tudo isso: o vizinho de 21 anos, que se identifica com a realidade de Layken e parece entendê-la como ninguém. A atração entre os dois é inevitável, mas talvez o destino não esteja pronto para aceitar esse amor. 

***

Fiquei com seu número - A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz... Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está na família do noivo há três gerações) como também seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone abandonado no hotel em que está hospedada. Perfeito! Agora os funcionários podem ligar para ela quando encontrarem seu anel. Quem não gosta nada da história é o dono do celular, o executivo Sam Roxton, que não suporta a ideia de haver alguém bisbilhotando suas mensagens e sua vida pessoal. Mas, depois de alguns torpedos, Poppy e Sam acabam ficando cada vez mais próximos e ela percebe que a maior surpresa da sua vida ainda está por vir.

***

Os bons segredos - Há segredos muito bons para serem guardados — e livros muito bons para serem esquecidos Sydney sempre viveu à sombra do irmão mais velho, o queridinho da família. Até que ele causa um acidente por dirigir bêbado, deixando um garoto paraplégico, e vai parar na prisão. Sem a referência do irmão, a garota muda de escola e passa a questionar seu papel dentro da família e no mundo. Então ela conhece os Chatham. Inserida no círculo caótico e acolhedor dessa família, Sydney pela primeira vez encontra pessoas que finalmente parecem enxergá-la de verdade. Com uma série de personagens inesquecíveis e descrições gastronômicas de dar água na boca, Os bons segredos conta a história de uma garota que tenta encontrar seu lugar no mundo e acaba descobrindo a amizade, o amor e uma nova família no caminho. 

                                                                                                                                              Skoob



09 setembro 2015

Questão de Tempo

       Quanto tempo não vejo um romance tão gostoso de assistir! Daqueles que a gente fica com um sorriso no rosto e não consegue tirar por nada. Onde a gente se imagina a mocinha da história e se encanta com cada tentativa de conquista do rapaz. Foi como se eu voltasse a me apaixonar de novo... Então eu percebi que essa era a sensação que estava faltando na minha vida. A sensação de se deslumbrar com o novo, com a família, com o amor, com a vida. A sensação de se encantar com cada detalhe do dia, com a rotina, com aquilo que é comum. 
       Eu sempre quis voltar no tempo. (Mas quem nunca sonhou com isso?) Eu achava que devia ser o máximo poder mudar tudo que estivesse errado na minha vida, fazer novas escolhas. Mas nunca parei pra pensar que essa viagem pudesse ter consequências. Nunca parei pra pensar que nem tudo pudesse ser modificado. Que talvez algumas coisas tenham mesmo que acontecer, porque faz parte do ciclo da vida. 
       Só posso dizer que eu vi o filme com os olhos brilhando, envolvida com cada situação vivida pelo personagem. E no momento final quando o pai dele diz que havia um grande segredo sobre a viagem no tempo, eu esperei uma revelação completamente fora do normal. Entretanto... Ele disse que o filho deveria continuar vivendo uma vida comum, um dia de cada vez como todo mundo faz. E depois viver todo o dia de novo, praticamente da mesma forma. Na primeira vez com todas as tensões e preocupações que nos impedem de notar como o mundo pode ser bom. Mas na segunda vez, observando tudo.


       “Todos estamos viajando no tempo juntos, todos os dias de nossa vida. Tudo o que podemos fazer é nosso melhor: é aproveitar esse passeio maravilhoso.”


                                     

How I Met Your Mother

     Que filho não gostaria de saber como começou a história de amor de seus pais? Como foi a adolescência deles, o começo da carreira profissional ou como foram conhecer aqueles amigos loucos que hoje se dizem seus tios e você não consegue vê nenhuma semelhança com o jeito dos seus pais. Se você ainda não sabe do que eu estou falando vou dar uma pista: Estou falando de um seriado que será lembrado para sempre como algo legen… (espere) dário!
       Isso mesmo! Trata-se da série How I Met Your Mother, que conta como Ted Mosby conheceu a mãe dos seus filhos. Mas se você pensa que isso é feito de uma forma rápida e coerente está muito enganado (a), para contar o momento exato em que ele conheceu a mãe, Ted nos leva de volta ao seu passado quando ainda estava entrando na faculdade, nos faz vivenciar junto com ele cada escolha ruim que teve e tudo isso acompanhado de 4 amigos fora do comum.
       Ted, Barney, Marshall, Lily e Robin, começam a ter como ponto de encontro o Maclaren's Pub, um bar no centro de Nova York, onde a maioria das cenas acontecem. Embora essa idéia possa ser comparada ao seriado Friends que também tinha um grupo de amigos que se encontravam num bar, How I Met Your Mother tem seu diferencial na forma inusitada que cada cena apresenta, mostrando as mais diversas situações em que os personagens se encontram e a forma completamente insana em que eles conseguem resolvê-las. Não tem como prever o que vai acontecer. É uma série que prende nossa atenção desde o primeiro momento e nos faz querer saber quem é a mulher que Ted escolheu pra ser a mãe de seus filhos.
      A série é feita através da narração de Ted para seus dois filhos que ficam sentados num sofá ouvindo cada detalhe do passado de seu pai, coisas que aconteceram há 30 anos atrás e que parece não ter a menor relação com o presente. E o mais interessante é que todas as cenas são interligadas. Fatos que Ted conta nos primeiros episódios da 1ª temporada são terminados de contar nas últimas temporadas, nos fazendo lembrar de cenas que ficaram para trás e mostrando o quanto tudo que acontece na série tem um sentido.
       Na minha opinião essa é a melhor série de comédia que já existiu. Impossível não dar boas risadas com esse grupo de amigos. Se você ainda não assistiu, o que está esperando?
       Como diria Barney Stinson: It’s gonna be legen… wait for it… dary! – Isso vai ser legen… (espere) dário!


04 setembro 2015

À Procura de Audrey

Título: À Procura de Audrey
Título original: Finding Audrey
Autora: Sophie Kinsela
Páginas: 336
Ano: 2015
Editora: Galera Record
Gênero: YA / Chick-lit  
Avaliação: 5 estrelas




Eu ainda estou procurando palavras pra descrever esse livro. Simplesmente perfeito! Eu não tinha lido nenhum livro escrito por esta autora, resolvi começar com um recente e tive a maior surpresa da minha vida. Audrey é uma personagem encantadora.  E não só ela, mas como toda sua família, principalmente seu irmão caçula, o Felix, que é a criança mais fofa que já existiu num livro.
E do que se trata o livro? Acredito que essa pergunta já deve ter passado pela sua cabeça. Então... o  livro vai abordar o bullying, o transtorno de ansiedade e a depressão. Assuntos que estão cada vez mais comuns entre os jovens, mas que são mencionados de uma forma tão distante, como se fossem problemas da sociedade que por alguma razão esbarrou nas crianças e nos adolescentes. E a Sophie consegue retratar tais assuntos de uma forma tão diferente, nos faz ficar tão próximos dessa realidade que é impossível não se envolver com os personagens.
O bullying sempre existiu só que antes ele não tinha esse nome. Eram apenas crianças implicando com as outras nas escolas, onde os adultos (pais e professores) achavam que não tinha nada demais, e diziam: “Seu colega está só brincando.” “Tente não ligar que ele para.” Mas ninguém parava pra perguntar como a criança estava se sentindo com aquilo tudo. Então a criança crescia com todos aqueles complexos. (Mas não vou entrar nessa questão.) O que acontece hoje é que as crianças começaram a ter mais voz, e agora os adultos sabem que não é uma coisa atoa, algo sem importância entre dois colegas de escola.
Audrey sofreu bullying, saiu da escola e agora não consegue mais sair de casa. Só anda de óculos escuros e sofre de transtorno de ansiedade social, transtorno de ansiedade generalizada e episódios depressivos. O que aconteceu exatamente a gente não fica sabendo, mas as consequências são claras. O incidente mudou a vida da menina. Agora ela não consegue mais olhar nos olhos das pessoas, não se sente bem em lugares públicos e nem com estranhos visitando sua casa.
Com a narrativa em 1ª pessoa, Sophie aborda tudo isso de um jeito que faz qualquer leitor entrar na história e entender um pouquinho do que acontece com a Audrey. Ela mostra a dificuldade que a personagem encontra pra se recuperar, a importância da terapia, do apoio familiar. E tudo isso com doses de romance. Porque encontrar o amor no meio do caos e da escuridão (literalmente) é algo que estimula qualquer pessoa.
O que me chamou mais atenção foi o gráfico de altos e baixos que a terapeuta desenhou pra Audrey, mostrando como seria a recuperação dela. Confesso que eu também demorei a fazer a associação desse gráfico para a vida real (para a minha vida), pois também tenho essa mania de achar que as coisas podem caminhar em linha reta (mesmo a vida me mostrando que não é possível). E esse foi o maior aprendizado. Não importa quem você seja, a vida sempre será feita de altos e baixos, o que importa é o seu esforço em tentar subir sempre.