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06 dezembro 2015

Divertida Mente (Inside Out)

O que falar dessa animação? Eu assisti sem grandes expectativas, achando que era apenas um desenho, mas me enganei.



Tudo começa com o nascimento de uma menina. De repente ela abre os olhos e... algo acontece em seu cérebro. As emoções ganham vida dentro da mente da menina, como se fossem pessoas controlando todas as suas decisões, dando conselhos nas situações do dia a dia. Alegria, Tristeza, Medo, Nojinho e Raiva são as emoções ativadas nessa animação, e que nos levam para um mundo completamente novo, onde encontramos aquele amigo imaginário que foi abandonado na infância, aquela lembrança antiga das brincadeiras em família, aquela amizade inseparável da escola antiga. Um lugar onde Riley (nome da personagem principal) guarda todo tipo de coisa, onde são produzidos os sonhos e também os pesadelos, onde se esconde os mais diversos tipos de medo, onde a alegria faz de tudo para que a vida seja perfeita.  Mas, assim como na vida real, nem tudo acontece da forma esperada. Nem tudo é só alegria e felicidade.

Riley vê sua vida ser virada de cabeça pra baixo quando sua família decide se mudar. Uma nova casa, nova escola e novos amigos fazem parte da sua nova vida e suas emoções acabam se agitando dentro de sua mente. A Alegria tenta fazer de tudo para colocar ordem no centro de controle, mas essa é uma missão difícil quando se tem a Tristeza o tempo todo ao seu lado.

Um filme divertido, encantador, que é capaz de nos fazer pensar sobre as várias etapas da nossa vida, sobre nossas emoções e nossas lembranças. E tudo isso de um jeito tão simples, que é impossível não se apaixonar por essa animação. Quem nunca parou pra pensar o que acontece na mente humana? O que acontece quando deixamos a tristeza, a raiva ou o medo dominar? 

Passamos por tantas coisas o tempo todo. Tantas transformações, tantas mudanças (tanto físicas quanto psicológicas) que acaba se tornando impossível ter o controle de tudo. E vira e mexe a vida também muda, as coisas, assim como as pessoas, acabam trocando de lugar: os amigos, a escola...Afinal estamos sempre amadurecendo com o passar dos anos. “O que poderia acontecer?”


26 setembro 2015

Mesmo Se Nada Der Certo


Begin Again é o nome original do filme e pra quem já assistiu vai perceber que tem tudo a vê. Como todo filme que fala sobre o amor esse não poderia ser diferente. No começo é tudo lindo, um casal apaixonado que tem uma relação sólida e feliz. Até que... a vida acontece.

Gretta tinha um ótimo relacionamento e ainda dividia com o namorado a paixão pela música. Ambos escreviam canções, cantavam, além de dividirem as experiências profissionais. Mas como nem sempre a vida é do jeito que esperamos, seu namorado Dave acaba tendo uma oportunidade no mundo da música que faz com que a relação deles seja colocada à prova.

Dave começa a fazer shows, viajando pelo mundo e conhecendo outras pessoas. Enquanto Gretta continua levando a mesma vida de sempre. Nesse momento o casal percebe o quanto as coisas mudaram, que não dava pra levar a mesma vida de antes. Na minha opinião foi uma das melhores cenas (mas não vou contar o que acontece).

Gretta vai parar num bar, sem rumo, perdida, até que encontra Dan, um produtor musical falido e divorciado. Os dois personagens se esbarram e... a vida começa de novo. Não se trata de um filme de romance (apesar de ter romance na história), mas de um filme sobre os altos e baixos da vida, sobre quem a gente quer ser, se vale a pena lutar pelo que queremos e principalmente sobre escolhas.

Um drama diferente que é capaz de envolver qualquer pessoa que consiga compreender através dos pequenos detalhes como a vida pode ser mágica se soubermos dar valor as coisas simples. 

Confesso que fiquei dias pensando sobre o final, nada convencional. Gretta e Dave se reencontram e resolvem conversar sobre o passado, o presente e o futuro. E durante esse diálogo não tem como não pensar sobre nossas próprias relações, o que fazemos com elas, que rumo tomamos e os porquês (Outra cena que entra na lista das melhores.). Mas o que surpreende mesmo é a cena final... eu ainda estou sem palavras. Como eu disse trata-se de escolhas.



Ah... e a trilha sonora é simplesmente perfeita! [Ter o Adam Levine no filme fez toda a diferença, rs.]

09 setembro 2015

Questão de Tempo

       Quanto tempo não vejo um romance tão gostoso de assistir! Daqueles que a gente fica com um sorriso no rosto e não consegue tirar por nada. Onde a gente se imagina a mocinha da história e se encanta com cada tentativa de conquista do rapaz. Foi como se eu voltasse a me apaixonar de novo... Então eu percebi que essa era a sensação que estava faltando na minha vida. A sensação de se deslumbrar com o novo, com a família, com o amor, com a vida. A sensação de se encantar com cada detalhe do dia, com a rotina, com aquilo que é comum. 
       Eu sempre quis voltar no tempo. (Mas quem nunca sonhou com isso?) Eu achava que devia ser o máximo poder mudar tudo que estivesse errado na minha vida, fazer novas escolhas. Mas nunca parei pra pensar que essa viagem pudesse ter consequências. Nunca parei pra pensar que nem tudo pudesse ser modificado. Que talvez algumas coisas tenham mesmo que acontecer, porque faz parte do ciclo da vida. 
       Só posso dizer que eu vi o filme com os olhos brilhando, envolvida com cada situação vivida pelo personagem. E no momento final quando o pai dele diz que havia um grande segredo sobre a viagem no tempo, eu esperei uma revelação completamente fora do normal. Entretanto... Ele disse que o filho deveria continuar vivendo uma vida comum, um dia de cada vez como todo mundo faz. E depois viver todo o dia de novo, praticamente da mesma forma. Na primeira vez com todas as tensões e preocupações que nos impedem de notar como o mundo pode ser bom. Mas na segunda vez, observando tudo.


       “Todos estamos viajando no tempo juntos, todos os dias de nossa vida. Tudo o que podemos fazer é nosso melhor: é aproveitar esse passeio maravilhoso.”