09 novembro 2015

O Teorema Katherine

Sabe, estou lendo Teorema de Katherine do John e ouvi alguns comentários negativos sobre o livro e mesmo assim tive a curiosidade de pegar pra ler e mais uma vez eu pude perceber que gosto é uma coisa muito pessoal. Estou na pág.130 e minha mente está voando com tantos pensamentos. Me sinto o próprio Colin em seus devaneios...

Eu não sei o final, ainda estou chegando à metade do livro, não faço idéia do tipo de coisa que vai acontecer (ou que não vai), mas já estou amando o livro, por tudo que ele me fez pensar até aqui. Por ter me tirado da minha zona de conforto. Eu estou aqui pensando como os relacionamentos podem ser tão complicados, e ao mesmo tempo tão previsíveis. Começam naquele nervosismo, as primeiras falas de conquista, o beijo, o pedido de namoro, a rotina do casal. E depois que não há mais aquele deslumbramento inicial, vem o cansaço da relação, e um dos dois decidi terminar, decidi ir embora.

O que acontece depois do término ninguém conta, são sempre cenas que são puladas e logo a pessoa reaparece bem e com outro relacionamento. Nos filmes isso é ilustrado com uma boa trilha sonora e o empenho de amigos pra te colocar pra cima, fazendo muitas coisas legais pra te fazer esquecer a pessoa. Mas e na vida real como é de verdade? O sofrimento passa mesmo com uma boa trilha sonora? Existem esses amigos que te colocam num carro pra viajar ou fazer compras por aí? E tudo isso te faz esquecer o término? Se a resposta for sim é porque não amou essa pessoa de verdade.

Eu acho que só o tempo faz a gente se curar de um término. E o tempo é relativo pra cada pessoa.

E nesse livro, o que está me deixando deslumbrada é que fala justamente desse tempo. Colin tá sofrendo. Katherine terminou com ele, isso é um fato. E não ligou mais. Tudo bem que ele tem esse melhor amigo que saiu com ele numa viagem (O que nem sempre dá pra fazer no mundo real.), mas a mente dele ainda está conectada com o passado, com o namoro, com o momento final do término. Ele não consegue esquecer a menina de jeito nenhum. Não importa o que as pessoas digam, ele não consegue evitar. Porque não é no tempo delas que ele vai superar, e sim no dele.

A viagem dele parece bem tranquila, as conversas monótonas, ele cruza com personagens um tanto simples demais, que não tem nada a mais que a rotina de um dia a dia comum pra apresentar. E é exatamente isso que eu acho surpreendente no livro. Não se trata de encontrar algo grandioso (Por mais que ele esteja procurando a fórmula/teorema que vai mudar sua vida.) e sim de entender as pequenas coisas que acontecem à nossa volta. Aquelas pessoas simples que cruzaram com ele na viagem tem muito mais a oferecer do que se ele tivesse encontrado alguém famoso. Porque é com essa realidade que a gente lida na vida. A probabilidade de encontrarmos uma pessoa aparentemente desinteressante é muito maior. A diferença está em como a gente resolve aproveitar esse fato. Se a gente se aproximar mais, olhar de outra forma, parar pra conhecer tais pessoas... vamos aprender tanto.


Minha mente ainda está trabalhando no teorema... (Preciso terminar a leitura.)

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