Título: À Procura de Audrey
Título original: Finding Audrey
Autora: Sophie Kinsela
Páginas: 336
Ano: 2015
Editora: Galera Record
Gênero: YA / Chick-lit
Avaliação: 5 estrelas
Eu ainda estou procurando palavras pra descrever esse livro. Simplesmente perfeito! Eu não tinha lido nenhum livro escrito por esta autora, resolvi começar com um recente e tive a maior surpresa da minha vida. Audrey é uma personagem encantadora. E não só ela, mas como toda sua família, principalmente seu irmão caçula, o Felix, que é a criança mais fofa que já existiu num livro.
E do que se
trata o livro? Acredito que essa pergunta já deve ter passado pela sua cabeça. Então...
o livro vai abordar o bullying, o
transtorno de ansiedade e a depressão. Assuntos que estão cada vez mais comuns entre
os jovens, mas que são mencionados de uma forma tão distante, como se fossem
problemas da sociedade que por alguma razão esbarrou nas crianças e nos
adolescentes. E a Sophie consegue retratar tais assuntos de uma forma tão
diferente, nos faz ficar tão próximos dessa realidade que é impossível não se
envolver com os personagens.
O bullying sempre existiu só que antes ele não tinha esse nome. Eram apenas
crianças implicando com as outras nas escolas, onde os adultos (pais e
professores) achavam que não tinha nada demais, e diziam: “Seu colega está só
brincando.” “Tente não ligar que ele para.” Mas ninguém parava pra perguntar
como a criança estava se sentindo com aquilo tudo. Então a criança crescia com
todos aqueles complexos. (Mas não vou entrar nessa questão.) O que acontece
hoje é que as crianças começaram a ter mais voz, e agora os adultos sabem que
não é uma coisa atoa, algo sem importância entre dois colegas de escola.
Audrey sofreu bullying, saiu da escola e agora não consegue mais sair de casa. Só anda de óculos escuros e sofre de transtorno de ansiedade social, transtorno de ansiedade generalizada e episódios depressivos. O que aconteceu exatamente a gente não fica sabendo, mas as consequências são claras. O incidente mudou a vida da menina. Agora ela não consegue mais olhar nos olhos das pessoas, não se sente bem em lugares públicos e nem com estranhos visitando sua casa.
Com a
narrativa em 1ª pessoa, Sophie aborda tudo isso de um jeito que faz qualquer
leitor entrar na história e entender um pouquinho do que acontece com a Audrey.
Ela mostra a dificuldade que a personagem encontra pra se recuperar, a importância
da terapia, do apoio familiar. E tudo isso com doses de romance. Porque
encontrar o amor no meio do caos e da escuridão (literalmente) é algo que
estimula qualquer pessoa.
O que me
chamou mais atenção foi o gráfico de altos e baixos que a terapeuta desenhou
pra Audrey, mostrando como seria a recuperação dela. Confesso que eu também
demorei a fazer a associação desse gráfico para a vida real (para a minha vida),
pois também tenho essa mania de achar que as coisas podem caminhar em linha
reta (mesmo a vida me mostrando que não é possível). E esse foi o maior
aprendizado. Não importa quem você seja, a vida sempre será feita de altos e
baixos, o que importa é o seu esforço em tentar subir sempre.
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