19 outubro 2015

Bloodline


“Nós não somos más pessoas, mas nós fizemos uma coisa ruim.”

Essa série retrata os dramas familiares, que no primeiro momento parecem não existir, de tão perfeita que a família aparenta ser. A típica família americana: rica, bem sucedida e que soube criar muito bem os filhos, para que continuassem com o legado da família. Mas, como em toda família normal, nem tudo é o que parece. As coisas não eram tão simples assim, cada filho escondia um segredo (assim como os pais), porém diante das pessoas faziam de tudo pra passar a imagem de “filho modelo”. A mãe sempre querendo defender todos os filhos como se ainda fossem crianças, deixando todas as decisões para o marido (assim ficava mais fácil se esquivar da culpa). E como toda família que se preza, sempre tem aquele filho que é considerado a ovelha negra, e nesse caso tem o Danny. Ele é aquele filho rebelde que sempre faz o que quer, que age diferente de todos e que leva a culpa por tudo. Porém Danny tinha feito algo no passado que abalou completamente a família, algo que nenhum deles havia superado. 

Eu não sei dizer se ele teve culpa, acho que depende do ponto de vista de cada um. Talvez tenha sido uma fatalidade da vida, ou talvez tenha sido uma irresponsabilidade mesmo. O fato é que aconteceu e não tem como mudar o passado. Não é uma coisa que está ao nosso alcance. Nessas horas eu penso naquela famosa frase de Sartre:

“Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você.”


Podia ter sido diferente, eu sei que podia. Mas cada um sabe qual a melhor forma de viver a sua vida.


                           


A série tem uma mistura de drama com suspense, o que prende completamente o espectador. Em cada episódio um fato do passado aparece e aos poucos a trama vai sendo revelada. Com cenas finais cheias de suspense, capaz de fazer com que qualquer pessoa queira assistir a série toda de uma vez só.

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