20 janeiro 2016

Apaixonada por Histórias

Eu estou completamente apaixonada por esse livro! Eu que não sou muito fã de crônicas estou muito encantada com todas que eu li neste livro. Definitivamente Paula Pimenta é uma das minhas escritoras preferidas. Ela sabe relatar coisas do dia a dia com a maior simplicidade e ainda faz parecer um conto de fadas. Teve crônica que eu lia o título e pensava: “Acho que não vou gostar muito dessa.” E pra minha surpresa eu gostei de todas! Inclusive foi até difícil escolher a minha preferida, kkk (Algumas até me emocionaram.).

Eu acho que é a forma que a Paula escreve, a paixão que ela tem pelas palavras, pelo que faz, que faz com que o texto seja especial. Parece que eu estava vendo cada situação contada. Algumas eu dei risada, outras me levaram até minha adolescência, algumas me deram uma saudade do meu passado e outras eu quis esquecer (e confesso que desejei trocar de lugar com a Paula pra ter a mesma história que ela). O que eu quero dizer é que cada história me tocou de forma diferente, cada uma teve uma função, uma frase de impacto que me deixou pensativa ou com um sorriso no rosto.  Foi muito bom ter lido esse livro, fez eu me sentir muito bem. Tenho certeza que foi a melhor escolha pra começar as leituras do ano. Que 2016 traga mais leituras assim: leves, divertidas e com um gostinho de quero mais.

E sobre a Paula Pimenta eu só posso dizer que a admiro mais a cada dia (não só como escritora, mas como pessoa). É sempre bom quando a encontro em alguma tarde de autógrafo e ela sempre tão simpática me pergunta o que eu achei do novo livro. Ou quando ela me olha e diz que se lembra de mim. Fico realmente emocionada. Ela que tem tantos fãs  consegue se lembrar de cada um deles e ainda se importa com as opiniões de cada um sobre seu trabalho. Como não admirar alguém assim? Paula, não sei se você vai ler esse texto, mas quero que saiba uma coisa: Você é a melhor escritora brasileira! Sem dúvida você não é só boa em escrever romances, esse seu livro de crônicas demonstrou isso muito bem. Você consegue relatar cada etapa da vida de um jeito único. Faz a gente viajar pra outro mundo e acreditar nos sonhos, nos conto de fadas, que é possível ser feliz com a vida que temos. E eu agradeço por você ter largado a escrita jornalística e ter se tornado essa escritora fantástica de romances e de crônicas.


06 dezembro 2015

Divertida Mente (Inside Out)

O que falar dessa animação? Eu assisti sem grandes expectativas, achando que era apenas um desenho, mas me enganei.



Tudo começa com o nascimento de uma menina. De repente ela abre os olhos e... algo acontece em seu cérebro. As emoções ganham vida dentro da mente da menina, como se fossem pessoas controlando todas as suas decisões, dando conselhos nas situações do dia a dia. Alegria, Tristeza, Medo, Nojinho e Raiva são as emoções ativadas nessa animação, e que nos levam para um mundo completamente novo, onde encontramos aquele amigo imaginário que foi abandonado na infância, aquela lembrança antiga das brincadeiras em família, aquela amizade inseparável da escola antiga. Um lugar onde Riley (nome da personagem principal) guarda todo tipo de coisa, onde são produzidos os sonhos e também os pesadelos, onde se esconde os mais diversos tipos de medo, onde a alegria faz de tudo para que a vida seja perfeita.  Mas, assim como na vida real, nem tudo acontece da forma esperada. Nem tudo é só alegria e felicidade.

Riley vê sua vida ser virada de cabeça pra baixo quando sua família decide se mudar. Uma nova casa, nova escola e novos amigos fazem parte da sua nova vida e suas emoções acabam se agitando dentro de sua mente. A Alegria tenta fazer de tudo para colocar ordem no centro de controle, mas essa é uma missão difícil quando se tem a Tristeza o tempo todo ao seu lado.

Um filme divertido, encantador, que é capaz de nos fazer pensar sobre as várias etapas da nossa vida, sobre nossas emoções e nossas lembranças. E tudo isso de um jeito tão simples, que é impossível não se apaixonar por essa animação. Quem nunca parou pra pensar o que acontece na mente humana? O que acontece quando deixamos a tristeza, a raiva ou o medo dominar? 

Passamos por tantas coisas o tempo todo. Tantas transformações, tantas mudanças (tanto físicas quanto psicológicas) que acaba se tornando impossível ter o controle de tudo. E vira e mexe a vida também muda, as coisas, assim como as pessoas, acabam trocando de lugar: os amigos, a escola...Afinal estamos sempre amadurecendo com o passar dos anos. “O que poderia acontecer?”


30 novembro 2015

O Teorema Katherine (Parte 2)



Esse sem dúvida foi o meu livro favorito do John Green, mesmo que muitas pessoas tenham odiado.  Eu consegui vê muita coisa nele.  Não tinha nada a ver com essas histórias de amor que a gente lê ou assiste por aí. Trata-se de um amor real, que assim como surgiu, um dia teve que desaparecer. Trata-se da dificuldade de superar esse amor, de criar algo lógico pra justificar esse fim. Não vou contar o final, e muito menos vou me estender nessa discussão, pois já escrevi sobre o livro aqui. Mas posso dizer que a vida pode ser incrível quando a gente decide parar de pensar no problema e viver. Quando a gente passa a enxergar que nossas ações contribuem para cada relação que temos, que nem tudo será apenas culpa do outro (Sempre há 50% de chance pra cada, seja por excesso ou falta de ação.). Há muitas pessoas no mundo, só precisamos olhar melhor a nossa volta e permitir que as coisas aconteçam. Querer ser especial para ser importante não deve ser um objetivo de vida, pois você sempre será especial para as pessoas que gostam de você, não precisa inventar uma grande fórmula para isso.




                              “(...) o que é importante pra você define o seu nível de importância...”


09 novembro 2015

O Teorema Katherine

Sabe, estou lendo Teorema de Katherine do John e ouvi alguns comentários negativos sobre o livro e mesmo assim tive a curiosidade de pegar pra ler e mais uma vez eu pude perceber que gosto é uma coisa muito pessoal. Estou na pág.130 e minha mente está voando com tantos pensamentos. Me sinto o próprio Colin em seus devaneios...

Eu não sei o final, ainda estou chegando à metade do livro, não faço idéia do tipo de coisa que vai acontecer (ou que não vai), mas já estou amando o livro, por tudo que ele me fez pensar até aqui. Por ter me tirado da minha zona de conforto. Eu estou aqui pensando como os relacionamentos podem ser tão complicados, e ao mesmo tempo tão previsíveis. Começam naquele nervosismo, as primeiras falas de conquista, o beijo, o pedido de namoro, a rotina do casal. E depois que não há mais aquele deslumbramento inicial, vem o cansaço da relação, e um dos dois decidi terminar, decidi ir embora.

O que acontece depois do término ninguém conta, são sempre cenas que são puladas e logo a pessoa reaparece bem e com outro relacionamento. Nos filmes isso é ilustrado com uma boa trilha sonora e o empenho de amigos pra te colocar pra cima, fazendo muitas coisas legais pra te fazer esquecer a pessoa. Mas e na vida real como é de verdade? O sofrimento passa mesmo com uma boa trilha sonora? Existem esses amigos que te colocam num carro pra viajar ou fazer compras por aí? E tudo isso te faz esquecer o término? Se a resposta for sim é porque não amou essa pessoa de verdade.

Eu acho que só o tempo faz a gente se curar de um término. E o tempo é relativo pra cada pessoa.

E nesse livro, o que está me deixando deslumbrada é que fala justamente desse tempo. Colin tá sofrendo. Katherine terminou com ele, isso é um fato. E não ligou mais. Tudo bem que ele tem esse melhor amigo que saiu com ele numa viagem (O que nem sempre dá pra fazer no mundo real.), mas a mente dele ainda está conectada com o passado, com o namoro, com o momento final do término. Ele não consegue esquecer a menina de jeito nenhum. Não importa o que as pessoas digam, ele não consegue evitar. Porque não é no tempo delas que ele vai superar, e sim no dele.

A viagem dele parece bem tranquila, as conversas monótonas, ele cruza com personagens um tanto simples demais, que não tem nada a mais que a rotina de um dia a dia comum pra apresentar. E é exatamente isso que eu acho surpreendente no livro. Não se trata de encontrar algo grandioso (Por mais que ele esteja procurando a fórmula/teorema que vai mudar sua vida.) e sim de entender as pequenas coisas que acontecem à nossa volta. Aquelas pessoas simples que cruzaram com ele na viagem tem muito mais a oferecer do que se ele tivesse encontrado alguém famoso. Porque é com essa realidade que a gente lida na vida. A probabilidade de encontrarmos uma pessoa aparentemente desinteressante é muito maior. A diferença está em como a gente resolve aproveitar esse fato. Se a gente se aproximar mais, olhar de outra forma, parar pra conhecer tais pessoas... vamos aprender tanto.


Minha mente ainda está trabalhando no teorema... (Preciso terminar a leitura.)

20 outubro 2015

Gilmore Girls está de volta!

Hoje eu tive a melhor notícia do mundo! Fiquei sabendo que minha série preferida vai voltar. Eu estou falando de Gilmore Girls! Parece que o netflix resolveu fazer mais uma temporada da série, que infelizmente só terá 4 episódios, mas para os fãs da série que estavam tristes com o seu fim, isso já é muita coisa. 

Link da notícia no G1



Para quem não conhece, a série fala sobre a relação de mãe e filha, das garotas Gilmore (como o nome já diz), que vivem numa pequena cidade fictícia chamada Stars Hollow. Um lugar onde tudo acontece, onde existem os vizinhos mais loucos, as reuniões mais bizarras e tudo é motivo pra festa. Ao caminhar pela cidade você vai perceber que existe um trovador, que sempre estará tocando a trilha sonora perfeita para os dramas das Gilmore, se virar a esquina vai encontrar a lanchonete do Luke, onde vai poder ouvir as histórias mais inusitadas dos personagens, inclusive vai poder assistir de lá muitas cenas fora do comum que acontecem pelas ruas. Se continuar caminhando pela cidade vai encontrar o Kirk em alguns lugares, em diversos trabalhos diferentes, é que ele é meio “faz tudo” e gosta de chamar a atenção (Também suspeito que ele não bate muito bem da cabeça, rs.). Tem também a loja de antiguidades da Sra. Kim, só cuidado para não quebrar nada! São tantos personagens interessantes que é impossível não se apegar a cada um deles. 

Fora da cidade moram os pais de Lorelai (a mãe) que são um pouco diferente, mas não deixam de ter sua importância pra trama. Apesar de pertencerem a parte rica e terem um pouco mais de classe que o restante dos personagens, eles também têm sua parcela de loucura, fazendo os jantares mais emocionantes da série.

Voltando a Stars Hollow você também vai encontrar Lane, a melhor amiga de Lorelai, a filha (Sim, elas tem o mesmo nome. Durante um momento filosófico após o parto Lorelai decide dá o mesmo nome a sua filha.), também conhecida como Rory. Lane que também é filha da Sra. Kim é o oposto de sua mãe que é religiosa, e vive ouvindo rock escondido, até montou uma banda com vários garotos, onde toca bateria.

Tem a Sookie, uma cozinheira de mão cheia, que é melhor amiga da Lorelai (agora eu falo da mãe, rs). E o Luke, o dono da lanchonete, que vai servir o café das garotas e vai tirar elas dos maiores sufocos.



Mas o melhor de tudo é a relação de mãe e filha completamente diferente que elas têm. Elas são melhores amigas de verdade. Falam sobre tudo, conversam o tempo todo, assistem filmes juntas e fazem as viagens mais loucas. Piada é o que não falta quando as Gilmore se encontram. Se você nunca assistiu a série, não sabe o que está perdendo. Melhor correr! Antes que chegue a nova temporada. 


Música de abertura aqui!

19 outubro 2015

Bloodline


“Nós não somos más pessoas, mas nós fizemos uma coisa ruim.”

Essa série retrata os dramas familiares, que no primeiro momento parecem não existir, de tão perfeita que a família aparenta ser. A típica família americana: rica, bem sucedida e que soube criar muito bem os filhos, para que continuassem com o legado da família. Mas, como em toda família normal, nem tudo é o que parece. As coisas não eram tão simples assim, cada filho escondia um segredo (assim como os pais), porém diante das pessoas faziam de tudo pra passar a imagem de “filho modelo”. A mãe sempre querendo defender todos os filhos como se ainda fossem crianças, deixando todas as decisões para o marido (assim ficava mais fácil se esquivar da culpa). E como toda família que se preza, sempre tem aquele filho que é considerado a ovelha negra, e nesse caso tem o Danny. Ele é aquele filho rebelde que sempre faz o que quer, que age diferente de todos e que leva a culpa por tudo. Porém Danny tinha feito algo no passado que abalou completamente a família, algo que nenhum deles havia superado. 

Eu não sei dizer se ele teve culpa, acho que depende do ponto de vista de cada um. Talvez tenha sido uma fatalidade da vida, ou talvez tenha sido uma irresponsabilidade mesmo. O fato é que aconteceu e não tem como mudar o passado. Não é uma coisa que está ao nosso alcance. Nessas horas eu penso naquela famosa frase de Sartre:

“Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você.”


Podia ter sido diferente, eu sei que podia. Mas cada um sabe qual a melhor forma de viver a sua vida.


                           


A série tem uma mistura de drama com suspense, o que prende completamente o espectador. Em cada episódio um fato do passado aparece e aos poucos a trama vai sendo revelada. Com cenas finais cheias de suspense, capaz de fazer com que qualquer pessoa queira assistir a série toda de uma vez só.

26 setembro 2015

Mesmo Se Nada Der Certo


Begin Again é o nome original do filme e pra quem já assistiu vai perceber que tem tudo a vê. Como todo filme que fala sobre o amor esse não poderia ser diferente. No começo é tudo lindo, um casal apaixonado que tem uma relação sólida e feliz. Até que... a vida acontece.

Gretta tinha um ótimo relacionamento e ainda dividia com o namorado a paixão pela música. Ambos escreviam canções, cantavam, além de dividirem as experiências profissionais. Mas como nem sempre a vida é do jeito que esperamos, seu namorado Dave acaba tendo uma oportunidade no mundo da música que faz com que a relação deles seja colocada à prova.

Dave começa a fazer shows, viajando pelo mundo e conhecendo outras pessoas. Enquanto Gretta continua levando a mesma vida de sempre. Nesse momento o casal percebe o quanto as coisas mudaram, que não dava pra levar a mesma vida de antes. Na minha opinião foi uma das melhores cenas (mas não vou contar o que acontece).

Gretta vai parar num bar, sem rumo, perdida, até que encontra Dan, um produtor musical falido e divorciado. Os dois personagens se esbarram e... a vida começa de novo. Não se trata de um filme de romance (apesar de ter romance na história), mas de um filme sobre os altos e baixos da vida, sobre quem a gente quer ser, se vale a pena lutar pelo que queremos e principalmente sobre escolhas.

Um drama diferente que é capaz de envolver qualquer pessoa que consiga compreender através dos pequenos detalhes como a vida pode ser mágica se soubermos dar valor as coisas simples. 

Confesso que fiquei dias pensando sobre o final, nada convencional. Gretta e Dave se reencontram e resolvem conversar sobre o passado, o presente e o futuro. E durante esse diálogo não tem como não pensar sobre nossas próprias relações, o que fazemos com elas, que rumo tomamos e os porquês (Outra cena que entra na lista das melhores.). Mas o que surpreende mesmo é a cena final... eu ainda estou sem palavras. Como eu disse trata-se de escolhas.



Ah... e a trilha sonora é simplesmente perfeita! [Ter o Adam Levine no filme fez toda a diferença, rs.]