30 novembro 2015

O Teorema Katherine (Parte 2)



Esse sem dúvida foi o meu livro favorito do John Green, mesmo que muitas pessoas tenham odiado.  Eu consegui vê muita coisa nele.  Não tinha nada a ver com essas histórias de amor que a gente lê ou assiste por aí. Trata-se de um amor real, que assim como surgiu, um dia teve que desaparecer. Trata-se da dificuldade de superar esse amor, de criar algo lógico pra justificar esse fim. Não vou contar o final, e muito menos vou me estender nessa discussão, pois já escrevi sobre o livro aqui. Mas posso dizer que a vida pode ser incrível quando a gente decide parar de pensar no problema e viver. Quando a gente passa a enxergar que nossas ações contribuem para cada relação que temos, que nem tudo será apenas culpa do outro (Sempre há 50% de chance pra cada, seja por excesso ou falta de ação.). Há muitas pessoas no mundo, só precisamos olhar melhor a nossa volta e permitir que as coisas aconteçam. Querer ser especial para ser importante não deve ser um objetivo de vida, pois você sempre será especial para as pessoas que gostam de você, não precisa inventar uma grande fórmula para isso.




                              “(...) o que é importante pra você define o seu nível de importância...”


09 novembro 2015

O Teorema Katherine

Sabe, estou lendo Teorema de Katherine do John e ouvi alguns comentários negativos sobre o livro e mesmo assim tive a curiosidade de pegar pra ler e mais uma vez eu pude perceber que gosto é uma coisa muito pessoal. Estou na pág.130 e minha mente está voando com tantos pensamentos. Me sinto o próprio Colin em seus devaneios...

Eu não sei o final, ainda estou chegando à metade do livro, não faço idéia do tipo de coisa que vai acontecer (ou que não vai), mas já estou amando o livro, por tudo que ele me fez pensar até aqui. Por ter me tirado da minha zona de conforto. Eu estou aqui pensando como os relacionamentos podem ser tão complicados, e ao mesmo tempo tão previsíveis. Começam naquele nervosismo, as primeiras falas de conquista, o beijo, o pedido de namoro, a rotina do casal. E depois que não há mais aquele deslumbramento inicial, vem o cansaço da relação, e um dos dois decidi terminar, decidi ir embora.

O que acontece depois do término ninguém conta, são sempre cenas que são puladas e logo a pessoa reaparece bem e com outro relacionamento. Nos filmes isso é ilustrado com uma boa trilha sonora e o empenho de amigos pra te colocar pra cima, fazendo muitas coisas legais pra te fazer esquecer a pessoa. Mas e na vida real como é de verdade? O sofrimento passa mesmo com uma boa trilha sonora? Existem esses amigos que te colocam num carro pra viajar ou fazer compras por aí? E tudo isso te faz esquecer o término? Se a resposta for sim é porque não amou essa pessoa de verdade.

Eu acho que só o tempo faz a gente se curar de um término. E o tempo é relativo pra cada pessoa.

E nesse livro, o que está me deixando deslumbrada é que fala justamente desse tempo. Colin tá sofrendo. Katherine terminou com ele, isso é um fato. E não ligou mais. Tudo bem que ele tem esse melhor amigo que saiu com ele numa viagem (O que nem sempre dá pra fazer no mundo real.), mas a mente dele ainda está conectada com o passado, com o namoro, com o momento final do término. Ele não consegue esquecer a menina de jeito nenhum. Não importa o que as pessoas digam, ele não consegue evitar. Porque não é no tempo delas que ele vai superar, e sim no dele.

A viagem dele parece bem tranquila, as conversas monótonas, ele cruza com personagens um tanto simples demais, que não tem nada a mais que a rotina de um dia a dia comum pra apresentar. E é exatamente isso que eu acho surpreendente no livro. Não se trata de encontrar algo grandioso (Por mais que ele esteja procurando a fórmula/teorema que vai mudar sua vida.) e sim de entender as pequenas coisas que acontecem à nossa volta. Aquelas pessoas simples que cruzaram com ele na viagem tem muito mais a oferecer do que se ele tivesse encontrado alguém famoso. Porque é com essa realidade que a gente lida na vida. A probabilidade de encontrarmos uma pessoa aparentemente desinteressante é muito maior. A diferença está em como a gente resolve aproveitar esse fato. Se a gente se aproximar mais, olhar de outra forma, parar pra conhecer tais pessoas... vamos aprender tanto.


Minha mente ainda está trabalhando no teorema... (Preciso terminar a leitura.)