Sabe, estou lendo Teorema de
Katherine do John e ouvi alguns comentários negativos sobre o livro e mesmo
assim tive a curiosidade de pegar pra ler e mais uma vez eu pude perceber que
gosto é uma coisa muito pessoal. Estou na pág.130 e minha mente está voando com
tantos pensamentos. Me sinto o próprio Colin em seus devaneios...
Eu não sei o final, ainda estou
chegando à metade do livro, não faço idéia do tipo de coisa que vai acontecer
(ou que não vai), mas já estou amando o livro, por tudo que ele me fez pensar
até aqui. Por ter me tirado da minha zona de conforto. Eu estou aqui pensando
como os relacionamentos podem ser tão complicados, e ao mesmo tempo tão
previsíveis. Começam naquele nervosismo, as primeiras falas de conquista, o
beijo, o pedido de namoro, a rotina do casal. E depois que não há mais aquele
deslumbramento inicial, vem o cansaço da relação, e um dos dois decidi
terminar, decidi ir embora.
O que acontece depois do término
ninguém conta, são sempre cenas que são puladas e logo a pessoa reaparece bem e
com outro relacionamento. Nos filmes isso é ilustrado com uma boa trilha sonora
e o empenho de amigos pra te colocar pra cima, fazendo muitas coisas legais pra
te fazer esquecer a pessoa. Mas e na vida real como é de verdade? O sofrimento
passa mesmo com uma boa trilha sonora? Existem esses amigos que te colocam num
carro pra viajar ou fazer compras por aí? E tudo isso te faz esquecer o término?
Se a resposta for sim é porque não amou essa pessoa de verdade.
Eu acho que só o tempo faz a
gente se curar de um término. E o tempo é relativo pra cada pessoa.
E nesse livro, o que está me
deixando deslumbrada é que fala justamente desse tempo. Colin tá sofrendo.
Katherine terminou com ele, isso é um fato. E não ligou mais. Tudo bem que ele
tem esse melhor amigo que saiu com ele numa viagem (O que nem sempre dá pra
fazer no mundo real.), mas a mente dele ainda está conectada com o passado, com
o namoro, com o momento final do término. Ele não consegue esquecer a menina de
jeito nenhum. Não importa o que as pessoas digam, ele não consegue evitar.
Porque não é no tempo delas que ele vai superar, e sim no dele.
A viagem dele parece bem
tranquila, as conversas monótonas, ele cruza com personagens um tanto simples
demais, que não tem nada a mais que a rotina de um dia a dia comum pra
apresentar. E é exatamente isso que eu acho surpreendente no livro. Não se
trata de encontrar algo grandioso (Por mais que ele esteja procurando a
fórmula/teorema que vai mudar sua vida.) e sim de entender as pequenas coisas
que acontecem à nossa volta. Aquelas pessoas simples que cruzaram com ele na
viagem tem muito mais a oferecer do que se ele tivesse encontrado alguém famoso.
Porque é com essa realidade que a gente lida na vida. A probabilidade de
encontrarmos uma pessoa aparentemente desinteressante é muito maior. A
diferença está em como a gente resolve aproveitar esse fato. Se a gente se
aproximar mais, olhar de outra forma, parar pra conhecer tais pessoas... vamos
aprender tanto.
Minha mente ainda está
trabalhando no teorema... (Preciso terminar a leitura.)