26 setembro 2015

Mesmo Se Nada Der Certo


Begin Again é o nome original do filme e pra quem já assistiu vai perceber que tem tudo a vê. Como todo filme que fala sobre o amor esse não poderia ser diferente. No começo é tudo lindo, um casal apaixonado que tem uma relação sólida e feliz. Até que... a vida acontece.

Gretta tinha um ótimo relacionamento e ainda dividia com o namorado a paixão pela música. Ambos escreviam canções, cantavam, além de dividirem as experiências profissionais. Mas como nem sempre a vida é do jeito que esperamos, seu namorado Dave acaba tendo uma oportunidade no mundo da música que faz com que a relação deles seja colocada à prova.

Dave começa a fazer shows, viajando pelo mundo e conhecendo outras pessoas. Enquanto Gretta continua levando a mesma vida de sempre. Nesse momento o casal percebe o quanto as coisas mudaram, que não dava pra levar a mesma vida de antes. Na minha opinião foi uma das melhores cenas (mas não vou contar o que acontece).

Gretta vai parar num bar, sem rumo, perdida, até que encontra Dan, um produtor musical falido e divorciado. Os dois personagens se esbarram e... a vida começa de novo. Não se trata de um filme de romance (apesar de ter romance na história), mas de um filme sobre os altos e baixos da vida, sobre quem a gente quer ser, se vale a pena lutar pelo que queremos e principalmente sobre escolhas.

Um drama diferente que é capaz de envolver qualquer pessoa que consiga compreender através dos pequenos detalhes como a vida pode ser mágica se soubermos dar valor as coisas simples. 

Confesso que fiquei dias pensando sobre o final, nada convencional. Gretta e Dave se reencontram e resolvem conversar sobre o passado, o presente e o futuro. E durante esse diálogo não tem como não pensar sobre nossas próprias relações, o que fazemos com elas, que rumo tomamos e os porquês (Outra cena que entra na lista das melhores.). Mas o que surpreende mesmo é a cena final... eu ainda estou sem palavras. Como eu disse trata-se de escolhas.



Ah... e a trilha sonora é simplesmente perfeita! [Ter o Adam Levine no filme fez toda a diferença, rs.]

15 setembro 2015

Book Haul / Compras na Bienal

Eu sei que a ideia de Book Haul é mostrar os livros que ganhamos, porém eu to começando o blog agora e não tenho parceria com nenhuma editora no momento. E como esse mês teve a Bienal aqui no RJ eu acabei fazendo umas comprinhas. Tem também o fato de ser nova nesse universo de blogs de livros, nos termos usados e tudo mais. Por esse motivo vou fazer esse Book Haul diferente e postar as fotos dos livros que comprei, quem sabe no próximo sejam livros enviados por alguma editora?!

Eu sempre gostei muito de ler, mas eu não conhecia tantos estilos de livros assim. Eu acabava lendo os livros mais populares (Tipo a Culpa é das Estrelas, Querido John), e não fazia idéia do que existia nesse mundo de blogueiros literários. Então tentei diversificar um pouco minhas compras.


Como sou fã de carteirinha da Paula Pimenta não podia deixar de comprar algum livro dela nessa Bienal e por isso comprei 2: Apaixonada por histórias e Fazendo meu filme em quadrinhos 2 - Azar no Jogo, sorte no amor? (Que era lançamento.); Perdida da Carina Rissi (Eu ouvi falar muito bem dessa escritora.); Invisível do David Levithan e Andrea Cremer (Peguei esse livro sem querer e quando comecei a virar as páginas pra saber do que se tratava, me apaixonei. Espero não me decepcionar.); Menina de vinte da Sophie Kinsella (Depois de ter lido À procura de Audrey eu comecei a admirar essa escritora e resolvi ler todos os livros dela.); e Dom Casmurro do Machado de Assis (Eu não sou muito fã da literatura brasileira de antigamente, mas essa história sempre chamou minha atenção. E pela primeira vez achei uma versão fácil de ler. E com uma capa lilás!rs).



14 setembro 2015

Wishlist de Setembro

       Às vezes me pego pensando em comprar muitos e muitos livros. Geralmente essa quantidade é muito maior do que quantidade de livros que eu consigo ler. E como minha mente está sempre acelerada, fazendo mil planos, imaginando mil possibilidades de ser e estar no mundo, eu resolvi dar uma organizada nela. Por que não selecionar os livros que eu mais gostaria de ter e colocá-los numa lista de desejados do mês?


        E nesse mês de setembro minha Wishlist ficou assim:


                                    



            

                                                                                                                                                                                                                                                             


Feios - Tally está prestes a completar 16 anos, e ela mal pode esperar. Não por sua carteira de motorista – mas para se tornar bonita. No mundo de Tally, seu aniversário de 16 anos traz uma operação que torna você de uma horripilante pessoa feia para uma maravilhosa pessoa linda e te leva para um paraíso de alta tecnologia onde seu único trabalho é se divertir muito. Em apenas algumas semanas Tally estará lá.

Mas a nova amiga de Tally, Shay, não tem certeza se ela quer ser bonita. Ela prefere arriscar sua vida do lado de fora. Quando ela foge, Tally aprende sobre um lado totalmente novo do mundo dos bonitos – que não é tão bonito assim. As autoridades oferecem a Tally sua pior escolha: encontrar sua amiga e a entregar, ou nunca se transformar em uma pessoa bonita. A escolha de Tally faz sua vida mudar pra sempre.


 ***

Nós - Certa noite, Douglas Petersen, um bioquímico de 54 anos apaixonado pela profissão, por organização e limpeza, é acordado por Connie, sua esposa há 25 anos, e ela lhe diz que quer o divórcio. O momento não poderia ser pior. Com o objetivo de estimular os talentos artísticos do filho, Albie, que acabou de entrar para a faculdade de fotografia, Connie planejou uma viagem de um mês pela Europa, uma chance de conhecerem em família as grandes obras de arte do continente. Ela imagina se não seria o caso de desistirem da viagem. Douglas, porém, está secretamente convencido de que as férias vão reacender o romance no casamento e, quem sabe, também fortalecer os laços entre ele e o filho.

Com uma narrativa que intercala a odisseia da família pela Europa — das ruas de Amsterdã aos famosos museus de Paris, dos cafés de Veneza às praias da Barcelona — com flashbacks que revelam como Douglas e Connie se conheceram, se apaixonaram, superaram as dificuldades e, enfim, iniciaram a queda rumo ao fim do casamento, Nós é, acima de tudo, uma irresistível reflexão sobre a meia-idade, a criação dos filhos e sobre como sanar os danos que o tempo provoca nos relacionamentos. Sensível e divertido, com a sagacidade e a inteligência dos outros livros do autor, o romance analisa a intrincada relação entre razão e emoção.


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O lado feio do amor - Quando Tate Collins se muda para o apartamento de seu irmão, Corbin, a fim de se dedicar ao mestrado em enfermagem, não imaginava conhecer o lado feio do amor. Um relacionamento onde companheirismo e cumplicidade não são prioridades. E o sexo parece ser o único objetivo. Mas Miles Archer, piloto de avião, vizinho e melhor amigo de Corbin, sabe ser persuasivo... apesar da armadura emocional que usa para esconder um passado de dor.O que Miles e Tate sentem não é amor à primeira vista, mas uma atração incontrolável. Em pouco tempo não conseguem mais resistir e se entregam ao desejo. O rapaz impõe duas regras: sem perguntas sobre o passado e sem esperanças para o futuro. Será um relacionamento casual. Eles têm a sintonia perfeita. Tate prometeu não se apaixonar. Mas vai descobrir que nenhuma regra é capaz de controlar o amor e o desejo.

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MétricaO romance de estreia de Colleen Hoover, autora que viria a figurar na lista de best sellers do New York Times, apresenta uma família devastada por uma morte repentina.
Após a perda inesperada do pai, Layken, de 18 anos, é obrigada a ser o suporte tanto da mãe quanto do irmão mais novo. Por fora, ela parece resiliente e tenaz; por dentro, entretanto, está perdendo as esperanças. Um rapaz transforma tudo isso: o vizinho de 21 anos, que se identifica com a realidade de Layken e parece entendê-la como ninguém. A atração entre os dois é inevitável, mas talvez o destino não esteja pronto para aceitar esse amor. 

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Fiquei com seu número - A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz... Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está na família do noivo há três gerações) como também seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone abandonado no hotel em que está hospedada. Perfeito! Agora os funcionários podem ligar para ela quando encontrarem seu anel. Quem não gosta nada da história é o dono do celular, o executivo Sam Roxton, que não suporta a ideia de haver alguém bisbilhotando suas mensagens e sua vida pessoal. Mas, depois de alguns torpedos, Poppy e Sam acabam ficando cada vez mais próximos e ela percebe que a maior surpresa da sua vida ainda está por vir.

***

Os bons segredos - Há segredos muito bons para serem guardados — e livros muito bons para serem esquecidos Sydney sempre viveu à sombra do irmão mais velho, o queridinho da família. Até que ele causa um acidente por dirigir bêbado, deixando um garoto paraplégico, e vai parar na prisão. Sem a referência do irmão, a garota muda de escola e passa a questionar seu papel dentro da família e no mundo. Então ela conhece os Chatham. Inserida no círculo caótico e acolhedor dessa família, Sydney pela primeira vez encontra pessoas que finalmente parecem enxergá-la de verdade. Com uma série de personagens inesquecíveis e descrições gastronômicas de dar água na boca, Os bons segredos conta a história de uma garota que tenta encontrar seu lugar no mundo e acaba descobrindo a amizade, o amor e uma nova família no caminho. 

                                                                                                                                              Skoob



09 setembro 2015

Questão de Tempo

       Quanto tempo não vejo um romance tão gostoso de assistir! Daqueles que a gente fica com um sorriso no rosto e não consegue tirar por nada. Onde a gente se imagina a mocinha da história e se encanta com cada tentativa de conquista do rapaz. Foi como se eu voltasse a me apaixonar de novo... Então eu percebi que essa era a sensação que estava faltando na minha vida. A sensação de se deslumbrar com o novo, com a família, com o amor, com a vida. A sensação de se encantar com cada detalhe do dia, com a rotina, com aquilo que é comum. 
       Eu sempre quis voltar no tempo. (Mas quem nunca sonhou com isso?) Eu achava que devia ser o máximo poder mudar tudo que estivesse errado na minha vida, fazer novas escolhas. Mas nunca parei pra pensar que essa viagem pudesse ter consequências. Nunca parei pra pensar que nem tudo pudesse ser modificado. Que talvez algumas coisas tenham mesmo que acontecer, porque faz parte do ciclo da vida. 
       Só posso dizer que eu vi o filme com os olhos brilhando, envolvida com cada situação vivida pelo personagem. E no momento final quando o pai dele diz que havia um grande segredo sobre a viagem no tempo, eu esperei uma revelação completamente fora do normal. Entretanto... Ele disse que o filho deveria continuar vivendo uma vida comum, um dia de cada vez como todo mundo faz. E depois viver todo o dia de novo, praticamente da mesma forma. Na primeira vez com todas as tensões e preocupações que nos impedem de notar como o mundo pode ser bom. Mas na segunda vez, observando tudo.


       “Todos estamos viajando no tempo juntos, todos os dias de nossa vida. Tudo o que podemos fazer é nosso melhor: é aproveitar esse passeio maravilhoso.”


                                     

How I Met Your Mother

     Que filho não gostaria de saber como começou a história de amor de seus pais? Como foi a adolescência deles, o começo da carreira profissional ou como foram conhecer aqueles amigos loucos que hoje se dizem seus tios e você não consegue vê nenhuma semelhança com o jeito dos seus pais. Se você ainda não sabe do que eu estou falando vou dar uma pista: Estou falando de um seriado que será lembrado para sempre como algo legen… (espere) dário!
       Isso mesmo! Trata-se da série How I Met Your Mother, que conta como Ted Mosby conheceu a mãe dos seus filhos. Mas se você pensa que isso é feito de uma forma rápida e coerente está muito enganado (a), para contar o momento exato em que ele conheceu a mãe, Ted nos leva de volta ao seu passado quando ainda estava entrando na faculdade, nos faz vivenciar junto com ele cada escolha ruim que teve e tudo isso acompanhado de 4 amigos fora do comum.
       Ted, Barney, Marshall, Lily e Robin, começam a ter como ponto de encontro o Maclaren's Pub, um bar no centro de Nova York, onde a maioria das cenas acontecem. Embora essa idéia possa ser comparada ao seriado Friends que também tinha um grupo de amigos que se encontravam num bar, How I Met Your Mother tem seu diferencial na forma inusitada que cada cena apresenta, mostrando as mais diversas situações em que os personagens se encontram e a forma completamente insana em que eles conseguem resolvê-las. Não tem como prever o que vai acontecer. É uma série que prende nossa atenção desde o primeiro momento e nos faz querer saber quem é a mulher que Ted escolheu pra ser a mãe de seus filhos.
      A série é feita através da narração de Ted para seus dois filhos que ficam sentados num sofá ouvindo cada detalhe do passado de seu pai, coisas que aconteceram há 30 anos atrás e que parece não ter a menor relação com o presente. E o mais interessante é que todas as cenas são interligadas. Fatos que Ted conta nos primeiros episódios da 1ª temporada são terminados de contar nas últimas temporadas, nos fazendo lembrar de cenas que ficaram para trás e mostrando o quanto tudo que acontece na série tem um sentido.
       Na minha opinião essa é a melhor série de comédia que já existiu. Impossível não dar boas risadas com esse grupo de amigos. Se você ainda não assistiu, o que está esperando?
       Como diria Barney Stinson: It’s gonna be legen… wait for it… dary! – Isso vai ser legen… (espere) dário!


04 setembro 2015

À Procura de Audrey

Título: À Procura de Audrey
Título original: Finding Audrey
Autora: Sophie Kinsela
Páginas: 336
Ano: 2015
Editora: Galera Record
Gênero: YA / Chick-lit  
Avaliação: 5 estrelas




Eu ainda estou procurando palavras pra descrever esse livro. Simplesmente perfeito! Eu não tinha lido nenhum livro escrito por esta autora, resolvi começar com um recente e tive a maior surpresa da minha vida. Audrey é uma personagem encantadora.  E não só ela, mas como toda sua família, principalmente seu irmão caçula, o Felix, que é a criança mais fofa que já existiu num livro.
E do que se trata o livro? Acredito que essa pergunta já deve ter passado pela sua cabeça. Então... o  livro vai abordar o bullying, o transtorno de ansiedade e a depressão. Assuntos que estão cada vez mais comuns entre os jovens, mas que são mencionados de uma forma tão distante, como se fossem problemas da sociedade que por alguma razão esbarrou nas crianças e nos adolescentes. E a Sophie consegue retratar tais assuntos de uma forma tão diferente, nos faz ficar tão próximos dessa realidade que é impossível não se envolver com os personagens.
O bullying sempre existiu só que antes ele não tinha esse nome. Eram apenas crianças implicando com as outras nas escolas, onde os adultos (pais e professores) achavam que não tinha nada demais, e diziam: “Seu colega está só brincando.” “Tente não ligar que ele para.” Mas ninguém parava pra perguntar como a criança estava se sentindo com aquilo tudo. Então a criança crescia com todos aqueles complexos. (Mas não vou entrar nessa questão.) O que acontece hoje é que as crianças começaram a ter mais voz, e agora os adultos sabem que não é uma coisa atoa, algo sem importância entre dois colegas de escola.
Audrey sofreu bullying, saiu da escola e agora não consegue mais sair de casa. Só anda de óculos escuros e sofre de transtorno de ansiedade social, transtorno de ansiedade generalizada e episódios depressivos. O que aconteceu exatamente a gente não fica sabendo, mas as consequências são claras. O incidente mudou a vida da menina. Agora ela não consegue mais olhar nos olhos das pessoas, não se sente bem em lugares públicos e nem com estranhos visitando sua casa.
Com a narrativa em 1ª pessoa, Sophie aborda tudo isso de um jeito que faz qualquer leitor entrar na história e entender um pouquinho do que acontece com a Audrey. Ela mostra a dificuldade que a personagem encontra pra se recuperar, a importância da terapia, do apoio familiar. E tudo isso com doses de romance. Porque encontrar o amor no meio do caos e da escuridão (literalmente) é algo que estimula qualquer pessoa.
O que me chamou mais atenção foi o gráfico de altos e baixos que a terapeuta desenhou pra Audrey, mostrando como seria a recuperação dela. Confesso que eu também demorei a fazer a associação desse gráfico para a vida real (para a minha vida), pois também tenho essa mania de achar que as coisas podem caminhar em linha reta (mesmo a vida me mostrando que não é possível). E esse foi o maior aprendizado. Não importa quem você seja, a vida sempre será feita de altos e baixos, o que importa é o seu esforço em tentar subir sempre.